Emmanuel
Na maioria das vezes, aquilo que nomeamos como sendo “ingratidão” nos
outros não passa de desespero e rebelião em nós mesmos.
Lamentar decepções e desenganos, quase sempre, significa desertar de
nossas próprias tarefas, através da expectativa injustificável, quanto à
alheia cooperação.
Recorda a bênção do tempo e convence-te de que a vitória é a construção
daqueles que sabem esperar.
Vejamos a lição das cousas simples na esfera da natureza...
A erva tenra não pode ser acusada pela ausência do fruto.
O charco menosprezado não consegue, de improviso, responder aos
imperativos da sementeira.
A peça derretida ao calor da forja não dispõe de recursos para atender,
de imediato, à exigência doméstica.
Pomicultores, semeadores e artífices sabem aguardar a hora justa, em que
o grelo frágil converter-se-á em tronco amigo, em que o pântano
ressurgirá como leira fértil e em que o minério no braseiro estará
convertido em apetrecho do lar, mas nem por isso demoram-se em atitude
preguiçosa ou inoperante.
Adubam a planta, drenam a terra sacrificada e prestam eficiente auxílio
à bigorna esfogueante.
Não peças, assim, dos outros, pensamentos, palavras e atos que ainda não
sejam capazes de produzir.
Se tens raciocínio e sentimento para sondar-lhes as chagas e as
fraquezas, aprende a auxiliá-los com segurança para que te correspondam
aos programas de trabalho e aos anseios de amor.
Cristo, além da cruz, não se deteve a chorar pela defecção dos
companheiros queridos, e sim valeu-se do tempo para restituí-los ao
serviço do bem e reajustá-los na própria fé.
Não te percas na neblina enregelante das lágrimas vazias e inúteis.
Trabalhemos infatigavelmente, na bênção do hoje, para que se erga mais
alta, em nosso caminho, a bênção do amanhã.
Fonte: Livro “Trevo de idéias” – Autor Francisco Cândido Xavier pelo
Espírito de Emmanuel
Digitado por: Lílian Figueiredo Silva
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