sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ORAÇÃO DE LUZ

Emmanuel
 
A tentação
É comparável
Ao assalto da treva.
A oração, porém,
É a luz com que se
Pode extingui-la.
 
 
Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: “Deus Sempre”
Digitado por: Lúcia Aydr
 

ERGUE-TE

Emmanuel
 
Caíste em depressão?
Ergue-te no trabalho.
 
O tempo disponível
É riqueza em teus braços.
 
Não permitas que o tédio
Faça treva em teus dias.
 
Trabalha e ajuda a alguém
Que sofra mais que nós.
 
Pensa no Sol que ampara
Do verme aos grandes mundos.
 
Se desejares servir
Já tens vaga com Deus.
 
 
Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: “Deus Sempre”
Digitado por: Lúcia Aydr
 

PRECE DE ACEITAÇÃO

                                 Maria Dolores

 

Seu eu pudesse, Jesus,

Queria estar contigo

Para ser a esperança realizada

De quem vai pelo mundo, estrada a estrada,

Entre a necessidade e o desabrigo...

 

Desejava seguir-te, humildemente,

Sem méritos embora,

Para erguer-me em consolo de quem chora

Mostrando o coração enfermo e descontente.

 

Queria acompanhar-te nos recintos,

Onde a dor leciona e aperfeiçoa

A fim de ser conforto junto dela

E, manejando a frase tema e boa

Afirmar como a vida d grande e bela!...

 

Se pudesse, Senhor, conversaria

Com todas as crianças

Para dizer que não te cansas

0e criar alegria...

E seria feliz ao converter-me

Em modesto recado,

Informando, Jesus, a todos os velhinhos

Que nunca estão sozinhos,

Porque segues conosco, lado a lado...

 

Se dispusesse de recursos,

Queria ser a vela pequenina,

Acesa no clarão do sol que levas,

De modo a socorrer aos que jazem nas trevas,

Fugindo, sem razão, da Bondade Divina...

Entretanto, Senhor,

Sei das deficiências que carrego...

Venho a ti como estou,

Por isto mesmo rogo,

Não me deixes a sós por onde vou...

Se não posso, Jesus,

Ser bondade, socorro, paz e luz,

Toma-me o coração

E, perdoando a minha imperfeição,

Esquece tudo o que meu sonho almeja

E ensina-me, Senhor,

Com o teu imenso amor,

O que queres que eu seja.


Do livro Antenas de Luz.Espírito de Laurinho e Priscilla P. S. Basile.
Psicografada por Francisco Cândido Xavier 

COMEÇAR PELO PERDÃO- CAP 1


Laurinho
       
"Quando Jesus disse: Ide vos reconciliar com vosso irmão antes de apresentar vossa oferenda ao altar,
ele ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o do próprio ressentimento;
que antes de se apresentar a ele para ser perdoado, O preciso ter perdoado,..."
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Edição IDE, cap.X, item 8).
 
A princípio, com o golpe inesperado, chegamos ao pranto da revolta, com tudo e com todos, esquecendo que passamos o que merecemos e pagamos débitos de um passado que nem ao menos nos lembramos. Onde fica o perdão que o Senhor nos solicita? E falamos em perdão, porque, na verdade, a revolta nada mais é do que a nossa intransigência em não aceitar os desígnios do Alto.
Mas, para que o Homem entenda essas verdades, é preciso que ele se conscientize de que a vida é eterna e que a morte nada mais é do que uma porta para a verdadeira vida.
Afirmamos, com provas, que a morte é o renascer num mundo que desconhecemos, e temos fartas notícias e advertências para o conquistarmos da melhor maneira.
Quando Sócrates nos diz que "a vida nasce da morte e a morte nasce da vida”, é maravilhoso parar e meditar sobre o que nos aguarda.
A maioria dos seres humanos passou pelo pranto da revolta, pois precisou disso para se aproximar de Deus, pela Dor, e todos aqui estamos, nesta escola educativa, cumprindo nosso débito de vidas anteriores, onde toda oportunidade de melhora nos é dada. Mas, será que sempre entendemos esses chamamentos? Uma boa maioria, sim. Outra está enraizada materialmente, tentando acumular bens, usufruir prazeres e viver o dia-a-dia da violência, esquecidos de que o amanhã lhes pedirá conta de seus atos.
Procuremos nossa evolução espiritual e veremos que vale a pena viver, mesmo com os percalços do caminho.
Tudo se modifica e se transforma, à medida que formos compreendendo os "porquês" que envolvem nossa vida na Terra. E, nessa passagem, vemos as lágrimas, a revolta e os gritos lancinantes. E onde estaria Deus? Deus está presente em toda a nossa vida e se algo nos acontece é por nossa própria culpa, presente ou pretérita, pois que o Pai é infinitamente bom, a inteligência suprema e a causa primária de todas as coisas.
E Jesus nos concede, sempre, renovações de tempo e multiplicações de bênçãos para a continuidade de nossas tarefas. A sabedoria das Leis Divinas é providenciai e se revela não só nas grandes como também nas pequenas coisas o que não nos deixa dúvidas de sua bondade e justiça. Mas só chegaremos a compreender a grandeza de Deus, à medida que formos nos elevando sobre a matéria.
Qual a criatura humana que poderia criar o que a Natureza produz? Nenhuma. O que nos prova a existência de uma inteligência superior à Humanidade. Então, quem somos nós para contestar, com desespero, lágrimas de revolta, vingança, aquilo tudo que nós mesmos escolhemos quando tivemos o privilégio desta volta para diminuirmos nossos débitos?
Quando nosso espírito tiver a felicidade de não se encontrar mais obscurecido e fanatizado pela própria matéria e, quanto mais atingir o grau de perfeição, mais nos aproximaremos dos mistérios da Divindade, e compreenderemos.
Por ora, o que nos resta? Temos que tentar melhorar-nos, aceitando tudo com o coração saudoso e com a razão, sabedores que somos de que a bênção da Dor é a nossa chance máxima de burilamento.
Em nossa Doutrina Espírita, está bem claro que o homem deve ter o mérito de suas ações e, acima de tudo, extrema responsabilidade perante o que Deus lhe proporciona.
Façamos do amor e da dor o motivo para amar, cada vez mais, o nosso próximo, pois que ele precisa de nós e n6s precisamos, mais ainda, dele.
Vamos procurar aprender, corretamente, o sentido verdadeiro da palavra "AMOR".
A Doutrina Espírita nos fornece alimento puro no conhecimento das verdades exemplificadas no mundo, por nosso irmão maior, Jesus. Nos dá forças para vencer as vicissitudes da existência; luz para devassar os horizontes da espiritualidade e capacidade de encontrarmos os caminhos da regeneração, do perdão e da aceitação, iluminando-nos os passos para o trabalho honesto. Com tudo isso, nós, pobres peregrinos do orbe terrestre, abriremos os olhos e entenderemos quão importante é o aperfeiçoamento de nosso espírito.
E é esse o amor que Deus nos legou, cuja semente se desenvolve e cresce à medida que nós a cultivamos, fazendo com que se desencadeie o aperfeiçoamento da raça humana. Portanto, estejamos sempre firmes no propósito: "Não façamos a outrem o que não queremos que nos façam".
Amar para ser amado é a máxima que o mundo tanto necessita, onde "amar", no sentido exato da palavra, é ter consciência para agir em relação ao nosso próximo e ser leal para conosco mesmo.
Jesus, em sua jornada, colocou o amor acima de todos os sentimentos, mostrando que, desse mesmo amor resulta a elevação dos instintos.
Só o amor poderá eliminar as misérias da sociedade e feliz daquele que ama, porque está sabendo purificar-se, livrando-se das angústias e compreendendo o sofrimento alheio.
Deixo gravadas, neste volume, cartas de Laurinho, querendo, novamente, dar provas aos que sofrem, ensinando e mostrando de dentro de meu coração, a maneira suave de nos melhorar, - ao mesmo tempo em que aliviamos nossa tributação pela dor. E isto só acontecerá quando todos se conscientizarem de que a verdade sobre a dor, sobre a suposta morte, sobre a dita desgraça, está contida nos ensinamentos de Allan Kardec, o qual nos traz a resposta para tudo.
Nesta missiva de aniversário, de tão profundo conteúdo, temos nosso querido Laurinho grafando sempre a lição dó amor ao próximo.
Sinto que, ao se referir às "atividades do Bem", ele grifa, claramente, o pequenino trabalho que vimos tentando, desde a sua "viagem" o de fazer pulsar, com alegria e esperança, corações desesperados, desiludidos por descrentes de Deus e da Existência da vida no além-túmulo.
E isso conseguimos através do uso da razão e com fé raciocinada, apegando-nos, cada vez mais, aos ensina-mentos que Kardec nos deixou e tentando executar os exemplos maravilhosos da Doutrina contida nos mais tocantes e sublimes volumes psicografados por Chico Xavier.
Perdoem, queridos leitores amigos, se insisto em ressaltar a continuidade da vida; é que são muitas as provas que nos chegam do Além, mais particularmente, na correspondência afetiva que mantenho com meu filho Laurinho e já divulgada em nossos volumes anteriores: "Presença de Laurinho" e "Gaveta de Esperança", ambos editados pelo Instituto de Difusão Espírita - Araras - SP.
É verdade que falo com o coração de mãe, mas as palavras de Laurinho, conquanto jovem, devem ser analisadas e pesadas na balança da razão para que possam se converter em orientações para nós, os caminheiros do Plano Físico.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier- Priscilla Pereira da Silva Basile- Livro: Antenas de Luz

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DEFINIÇÃO

André Luiz

O jovem de queixava com o professor. Sentia-se desolado
Não via pessoa alguma no padrão que desejava. Aqui, uma pessoa generosa mostrava a praga do orgulho; ali, era alguém revelando cultura com manifesta crueldade de sentimentos.
De que modo conciliar os imperativos da lei de amor, se todas as criaturas, na Terra, patenteiam deficiências e falhas?
_ perguntava o rapaz aturdido.
O orientador escutou pacientemente as lamentações do aprendiz e, depois de longa pausa, considerou:
_ Sim, meu filho. Em verdade, aqueles que apenas encontram defeitos nos outros é que ainda não querem ou não podem amar ninguém...

 
(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

NUNCA INÚTEIS

André Luiz

 
Nunca se diga inútil nos mecanismos da vida.
A usina é um centro gigantesco de força, mas é a lâmpada que dosa em casa a luz de que carecemos.
Determinada moradia será provavelmente um palácio, mas é a chave que lhe resguarda a segurança.
O depósito de algodão é garantia valiosa na indústria, mas o tecido na espécie é formado pelo fio que ele produz.
O livro pode ser um tesouro de conhecimentos superiores, mas não surgiria sem as letras do alfabeto.
A sinfonia é um espetáculo de grandeza, mas não existiria sem a base nas sete notas.
Meditemos na importância da vida, em qualquer setor, e trabalhemos.
Realmente, não somos indispensáveis, porque a Providência Divina não pode falir quando falhamos transitoriamente, mas, em verdade, segundo a Sabedoria do Universo, Deus não nos criaria, se não tivesse necessidade de nós.
 
(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

SOLUÇÃO

André Luiz



Se você procura solução adequada ao seu problema, não olvide o grande remédio do Trabalho, doador de infinitos recursos, em favor do progresso do Homem e da Humanidade.

Seu cérebro vive cheio de perguntas?

Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.

Suas mãos permanecem paralisadas pelo desânimo?

Insista no trabalho e o movimento voltará.

Seus braços jazem fatigados?

Confie ao esforço novamente e a ação simbolizará para eles o lubrificante preciso.

Seu coração vive pesaroso e sem luz?

Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.

Seus ideais encontraram sombra e gelo no grande caminho da vida?

Dê seu concurso às boas obras sem desfalecer e claridades novas brilharão no céu de seus pensamentos.

A parada que não significa descanso construtivo para recomeçar as atividades úteis é alguma causa semelhante à morte.

Todos os males da retaguarda podem surpreender aquele que não avança. Mas se você acredita no poder do Trabalho, aceitando o serviço aos semelhantes, por norma de viver em paz, na obediência a Deus, o seu espírito terá penetrado realmente o verdadeiro caminho da salvação.


 

(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

PERDAS

André Luiz

Efetivamente, em algumas ocasiões, teremos sofrido prejuízos grandes, por determinação de ocorrências ou pessoas.
Convém perguntar, porém, quantas vezes fomos furtados por nós mesmos, através do nosso hábito de adiar.
Diante do bem por fazer, quantas vezes teremos dito:
“Será melhor amanhã?”
Alguém feriu a você?
Alguém lhe delapidou patrimônios ou direitos adquiridos?
Não se irrite.
Concentre-se as energias de que dispõe na reconstrução dos próprios recursos e observará o refazimento, em mais alto nível, de todos os bens que lhe perecem perdidos.
Deus trabalha no íntimo da vida.
Em silêncio.
Em paz.

 
(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

IDÉIAS PARA HOJE

André Luiz

Ninguém foge aos seus princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.
Cada um de nós onde se encontre agora permanece em meio da colheita daquilo que plantou, com a possibilidade de efetuar novas sementeiras.
Em nossas próprias tendências de hoje será possível entrar no conhecimento do que fazíamos ontem.
Achamo-nos todos presentemente no lugar certo, com as criaturas certas e com as obrigações exatas, a fim de realizarmos o melhor ao nosso alcance.
Dizem os sábios que Deus dá o frio, conforme o cobertor, para que o homem saiba dar o cobertor, conforme o frio.

 
(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

A PALAVRA

André Luiz

A palavra é indubitavelmente um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada – favorece o juízo.
Leviana – descortina a imprudência.
Alegre – espalha otimismo.
Triste – semeia desânimo.
Generosa – abre caminhos à elevação.
Maledicente – cava despenhadeiros.
Gentil – provoca o reconhecimento.
Atrevida – traz a perturbação.
Serena – produz calma.
Fervorosa – impõe a confiança.
Descrente – invoca a frieza.
Bondosa – ajuda sempre.
Cruel – fere implacável.
Sábia – ensina.
Ignorante – complica.
Nobre – tece o respeito.
Sarcástica – improvisa o desprezo.
Educada – auxilia a todos.
Inconsciente – gera amargura.
Por isso mesmo, exortava Jesus: - “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus”.
A palavra é a bússola de nossa alma, onde estivermos.
Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que nos abre as portas do coração às fontes luminosas da vida ou às correntes da morte.

 
(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

JULGAMENTOS

Emmanuel

Se alguém te surge em erro

Tranquiliza-te e cala.
Não sabes o princípio
Dos fatos que registras.

Quanta dor na criatura
Antes de haver caído!...
Se vês a falta alheia,
Usa a misericórdia.

Virtude que condena
É orgulho disfarçado.
Hoje, podes julgar...
Amanhã, ninguém sabe.
 
Emmanuel - Livro: O Essencial - Psic. Chico Xavier

AMOR EM AÇÃO

Emmanuel
Paciência, em verdade,
É o amor em ação.
Todo bem traz por si
Paciência na base.

A semente no solo
Aguarda a tolerância.
A árvore pede amor
A fim de produzir.

Que a paciência em nós
Seja a calma em trabalho.
A grandeza do mundo
É a paciência de Deus
Emmanuel - Livro: O Essencial - Psic. Chico Xavier

HOJE E AMANHÃ

André Luiz

Toda ampliação dos valores humanos cresce conforme a despersonalização a que te afeiçoes no culto da verdadeira fraternidade.
Bens terrenos e aptidões intelectuais desenvolvem-se e progridem, desde que lhes canalizes as forças no suprimento do bem alheio.
Aquele que dispõe do que usufrui a favor dos semelhantes, caminha consolidando a própria paz.
A distribuição do ouro é imprescindível à saúde do homem abastado que não lhe resiste ao peso por longo tempo.
O emprego das tendências artísticas e das possibilidade da inteligência em prol da felicidade geral, significa libertação das teias enfermiças da sombra.
Somos hoje, o reflexo do ontem.
Seremos amanhã, o reflexo de hoje.
Usurários, prendendo o dinheiro agora, estaremos depois encarcerados por ele.
Intelectuais viciosos aqui, surgiremos dementados além.
Menos abuso na arte, mais altura de espírito.
Menos preconceito na ciência, mas luminosa ascensão.
Auxílio desinteressado, apoio a nós mesmos.
Renovação interior, subida moral.
Observa em teu presente, o futuro que se avizinha.
Não te enganes.
Extensões de terra, evidência econômica, parques industriais, tanto quanto a máquina do raciocínio, o arquivo da memória e a fonte imaginativa, representam empréstimos do Senhor, a serem mobilizados a serviço de todos, sem o que sofrerás pelo danos da omissão na esfera das conseqüências.
Não te esqueças, pois, de que és, e serás sempre, o único construtor dos instrumentos de que disponhas na vida e na estrada do teu próprio destino, na marcha insofreável da evolução.

Do livro "Sol na Alma",  Psicografia Chico Xavier

PENSAR POR NÓS

André Luiz
 
 Geralmente pensamos estar pensando com nosso pensamento e isso nem sempre é tão fácil.
Necessário desenvolver o próprio raciocínio a fim de perceber se não estamos digerindo idéias alheias que nos são desfechadas por sistemas de imposição indireta.
Andamos quando encarnados automaticamente requisitados pela hipnose, a cada trecho do dia.
Manhã cedo, colhemos, em regra, informações dos familiares que, de hábito, nos dirigem a palavra, refletindo opiniões sobre ocorrências diversas.
Logo após, freqüentemente, passamos às induções da imprensa ou do rádio, esposando-lhes os conceitos quando lhes dispensamos atenção.
Em seguida, a via pública é ribalta de chamamentos inúmeros para que desempenhemos determinado papel, seja viajando ou caminhando, anotando as novidades da hora ou deglutindo mentalmente os anúncios comerciais.
No exercício da profissão, usamos personalidade adequada às circunstâncias, qual sucede com a vestimenta que a pessoa é impelida a adotar conforme o lugar de representação e serviço.
À noite, comumente, manuseamos livros e publicações com os quais nos afinemos, assistimos a espetáculos, procuramos entretenimentos ou escutamos amigos, assimilando múltiplas sugestões com que se nos influencia o repouso.
Quase todas as criaturas, na Terra, por enquanto vivem encadeadas umas às outras, sob vigorosa pressão de forças mentais que lhes suscitam atitudes e palavras, sem que elas saibam.
Daí procede a obrigação do conhecimento de nós mesmos.
A Doutrina Espírita nos recomenda a fé raciocinada para que, desde a existência terrestre, possamos compreender que é lícito admirar o pensamento alheio e até segui-lo, quando a isso nos decidamos, mas é preciso pensar por nós, a fim de que não venhamos a cair irrefletidamente no resvaladouro do erro ou no visco da obsessão.

Do livro Sol nas Almas. Psicografia de Waldo Vieira.