Emmanuel
Se a idéia do suicídio
alguma vez te visita o pensamento, reflete no infortúnio de alguém que haja
tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está
claramente incapaz de morrer.
Na hipótese de haver
arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a
vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as próprias forças orgânicas por
outros meios, indubitavelmente arrastará consigo as conseqüências desse ato, a
se lhe configurarem no próprio ser, na forma dos chamados complexos de culpa.
*
Entendendo-se que a morte
do corpo denso é semelhante a um sono profundo, de que a pessoa ressurgirá
sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima
de si mesmo.
*
Não nos é lícito esquecer
que os suicidas, na Espiritualidade, não são órfãos da Misericórdia Divina, e,
por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes propiciam o socorro possível.
Entretanto, benfeitor
algum consegue eximi-los, de imediato, do tratamento de recuperação que, na
maioria das vezes, lhes custará longo tempo.
*
Ponderando quanto ao
realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia
em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos
difíceis.
*
Observa que não existem
provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para
facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos
referindo às existências anteriores.
*
Cientes de que não existem
problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em que te vejas,
segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar para a retaguarda, de
modo a verificar quantas criaturas existem carregando fardos de tribulações
muito maiores e mais constrangedores do que os nossos.
*
O melhor meio de nos
premunirmos na Terra contra o suicídio, será sempre o de nos conservarmos no
trabalho que a vida nos confia, porque o trabalho, invariavelmente dissolve
quaisquer sombras que nos envolva a mente.
E, por fim, consideremos,
nas piores situações em que nos sintamos, que Deus, cujo infinito amor nos
sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos
de regeneração e melhoria, nos sustentará também hoje.
Do livro: Amigo -
Psicografia: Francisco Candido Xavier. - Pelo espírito de: Emmanuel.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
ANTE O SUICÍDIO
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