Emmanuel
Ouviste dizer que essa
ou aquela moeda de tuas possibilidades terá procedido das cogitações de um
avarento; no entanto, ainda hoje conseguirás com ela atender a compromisso
justo, ou, então, empregá-la a fim de recuperar a paz de algum companheiro
que a necessidade vergasta.
Noutras ocasiões, há
quem afirme que os teus recursos monetários são remanescentes de esferas
outras, nas quais o prazer enfermiço se demora gerando desvarios do
pensamento, mas podes, de imediato, orientá-los no rumo do proveito geral,
atenuando aflições ou secando lágrimas.
*
Nunca te
pronuncies, porem, contra o dinheiro. Aprendamos a respeitá-lo, usando-lhe
os potenciais na lavoura do bem.
*
Reflete e
observarás que ele tem sido o instrumento silencioso de tua própria
segurança.
*
Efetivamente, não
te fez o lar, porque o lar se ergue a preço de amor. Entretanto, ajudou a
levantar as paredes e, a compor o teto da construção em que entreteceste o
ninho domestico. Não criou o remédio que te garante a saúde, mas,
comumente, é o estimulo de quantos operam no levantamento dos agentes que
o formam, a benefício do teu equilíbrio orgânico. Não suscita sonhos de
arte, todavia, ampara o gênio na execução da obra-prima. Não confere
recursos técnicos ao campo da inteligência, mas o incentivo em que a
industria se desenvolve e consolida.
*
Dinheiro pode e
deve ser a mola do progresso e a seiva do trabalho, a alavanca de
reconforto e o aval da beneficência. Sempre que possas, troca a moeda que
dispões pela felicidade dos semelhantes e, a breve tempo, reconhecerás a
tua própria felicidade erguida em ti mesmo, a derramar-se, limpa e bela,
de tuas próprias mãos.
Livro: Caridade –
Psicografia: Francisco C. Xavier – Espíritos Diversos
Digitação: Maria
Cristina
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