Emmanuel
Em muitas ocasiões,
lamentamos as dificuldades para fazer aquilo que os mensageiros do Senhor
nos solicitam.
Todos eles nos pedem
construir o bem, onde estivermos. Dentro de casa, no lugar de trabalho,
nos encontros e nas ruas. Em suma, levantar os alicerces do bem que
estamos aguardando para os dias porvindouros.
Sabemos o que fazer mas,
habitualmente, nos detemos nos obstáculos e divergências, perdendo tempo e
oportunidade.
Não raro, subestimamos a
sinceridade e a franqueza dos amigos valorosos que nos convidam à coragem
e à persistência na execução de nossos encargos e identificamo-nos, com
facilidade, com os que choram e se lastimam ao invés de trabalhar.
Aderindo à falange da
queixa, passamos a censurar o clima social, clamamos contra o afastamento
de determinados companheiros, apresentamo-nos na condição dos peregrinos
de pés sangrentos e exibimos as mãos calejadas.
Entretanto, não fomos
engajados na obra do Cristo para fiscalizar o comportamento do próximo,
para inventariar reclamações, deplorar-nos ou chorar inutilmente e sim
para construir .
Se nos sentimos
incomodados por inquietações e discórdias, estirados em azedume e
tristeza, levantemo-nos para servir.
Cada pequenina
realização é um tijolo simbólico assentado na edificação a que fomos
submetidos.
O diálogo com a criança,
insuflando-lhe pensamentos de compreensão e generosidade. Uma frase de
bom-ânimo para com os amigos ameaçados pelo esmorecimento. Um apelo à
renovação dos companheiros abatidos. Algum comentário sobre a necessidade
de mais luz e mais dedicação no desdobramento das tarefas de benefício, em
favor do próximo. A migalha amoedada com que se atenua a aflição ou a
penúria de alguém. O amparo ao doente. Qualquer desses recursos são
tijolos de paz e amor na conscientização do Reino do Bem.
Não importa que a
ventania da discórdia esteja rugindo em torno de nós. O importante será
erguer o coração e as mãos, a palavra e a atitude para construir.
Emmanuel – Chico
Xavier – Livro “Hoje”
Transcrição: Marílias
Ângela Fossati
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