Emmanuel
Entre familiares e amigos, encontras, na Terra, a oficina do teu burilamento.
Com raras exceções, todos apresentam problemas a resolver.
Problemas na emoção e no pensamento.
Problemas na palavra e na ação.
Problemas no lar e no trabalho.
Problemas no caminho e nas relações.
Prossegues, assim, junto deles, como quem respira ao pé de múltiplos instrutores num instituto de ensino.
Muitos
reclamam trabalho, lecionando-te paciência, enquanto outros te ferem a
sensibilidade, diplomando-te em sacrifício. Há os que te escandalizam
incessantemente, adestrando-te em piedade, e aqueles que te golpeiam a
alma, com as lâminas invisíveis da ingratidão, para que aprendas a
perdoar.
E as lições vão surgindo, à maneira de testes inevitáveis.
Agora,
é o esposo que deserta, dobrando-te a carga de obrigações, ou, noutras
circunstâncias, é a esposa que se rebela aos compromissos, agoniando-te
as horas... Hoje, ainda, são os pais que te contrariam as esperanças, os
filhos que te aniquilam os sonhos ou os amigos que se transformam em
duros entraves no serviço a fazer.
Nenhum problema, entretanto, aparece ao acaso, e, por isso, é imperioso te armes de amor para a, luta íntima.
Fugir
da dificuldade é, muitas vezes, a idéia que te nasce como sendo o
melhor remédio. Semelhante atitude, porém, seria o mesmo que debandar,
menosprezando as exigências da educação.
Carrega,
pois, com serenidade e valor o fardo de aflições que o pretérito te
situa nos ombros, convicto de que os associados complexos do destino são
antigos parceiros de tuas experiências, a repontarem do caminho,
solicitando contas e acertos.
Seja
qual for o ensinamento de que se façam interpretes, roga à Sabedoria
Divina te inspire a conduta, a fim de que não percas o merecimento da
escola a que a vida te conduziu.
Ainda
mesmo em lágrimas, lê, sem revolta, no livro do coração, as páginas de
dor que te imponham, ofertando-lhes por resposta as equações do amor
puro, em forma de tolerância e bondade, auxílio e compreensão.
Recorda
que o próprio Cristo, sem débito algum, transitou, cada dia, na Terra,
entre esses professores diferentes do espírito. E, solucionando, na base
da humildade, os problemas que recebia na atitude e no comportamento de
cada um, submeteu-se, a sós, à prova final da suprema renúncia, à qual
igualmente te submeterás, um dia, na conquista da própria sublimação – o
único meio de te elevares ao clima glorioso dos companheiros já
redimidos que te aguardam, vitoriosos, nas eminências da
Espiritualidade.
Do livro “Luz no Lar”, Espíritos Diversos. Psicografia de Francisco C. Xavier
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